Toda vez que o lineup do Sad Baile é anunciado, a pergunta mais frequente é: como vocês escolhem? A resposta curta é: com tempo e teimosia. A resposta longa é esse texto.
O que não é o critério
Seguidores no Instagram não é critério. Cachê não é critério. Agenda de festivais do mesmo período não é critério. Simpatia do agente de booking definitivamente não é critério.
Esses são filtros que eliminam, não que selecionam.
O que importa
Entendemos que cada artista que sobe no palco do Sad Baile precisa entender o que um dancefloor precisa. Não é sobre o set gravado no SoundCloud — é sobre o que acontece quando a sala está cheia, o sistema está pesado e as pessoas decidiram que vão ficar até o fim.
Tem artista que faz set incrível em festival e derrete numa festa underground. São energias diferentes. O Sad Baile exige a segunda.
O processo
Começamos construindo o conceito sonoro da edição — neste caso, Brutalism. A partir daí, montamos uma lista longa de nomes que cabem nesse universo. Ouvimos sets ao vivo quando possível. Falamos com promotores que trabalharam com esses artistas antes.
Depois, reduzimos. E reduzimos de novo. O que fica é o lineup.
Não existe desconto criativo. Se o nome não fecha o conceito, não entra.